O que é esse vazio que volta e meia toca meu peito, suave como uma folha toca o chão?
A suavidade que trás a ruína, um vazio frio como o inverno e ao mesmo tempo quente como o inferno, que congela minhas artérias e incendeia cada célula do meu corpo.

Um vislumbre do passado que desestabiliza minha fé e meu ser, alguns segundos que dentro de mim duram uma eternidade cruel.
O vazio se vai, mas não sem deixar sua marca, uma faca cravada em meu peito. Posso sentir a dor, o cheiro, o medo…

Minha pobre alma já enfraquecida deixa-se ser vencida pela podridão que a atormenta.
A guerra foi vencida, não existem mais forças para lutar nem soldados para guerrear. Todas as armas foram utilizadas, todo fôlego foi gasto, restou apenas meu corpo em frangalho sendo levado pelos braços do senhor vencedor.

fenix-f